Por Marcel de Lima*
A última semana foi intensa e de muita preocupação no tocante as articulações politicas do governo estadual que vive o “pânico” de um provável rompimento do vice governador Walter Alves(MDB) com a governadora Fátima Bezerra(PT).
Para muitos, o comportamento político de Walter Alves com várias insinuações quanto a governabilidade do estado e uma sinalização que pra muitos é uma aproximação ao projeto do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra(UB), que busca chegar ao governo estadual, já diz tudo. Só falta a formalização.
No meio de tantos “gringos”, poucos conseguem fazer a leitura dos movimentos do vice governador e tão pouco o que ele está querendo dizer.
Basta analisar a posição de Waltinho hoje. Privilegiadíssima!
Parece ser o único ou o mais lúcido entre tantos, antigos e novos do clã Alves. É estrategista!

Esse momento vem sendo pensado e discutido havia vários anos pelo vice governador e pelo presidente da Assembleia legislativa, deputado Ezequiel Ferreira(PSDB), portanto, a hora chegou, ou melhor está chegando e pra Fátima Bezerra, não resta muita escolha pois as declarações do aliado de que se o processo não ocorra da forma que o PT está planejando e chegue ao caso de termos eleições indiretas no estádio para um mandato tampão, eles venceriam, só podemos dizer o que estamos percebendo, muita pretensão.
Na verdade o PT está desconsiderando e ignorando todas as demais forças políticas do estado e que estão no jogo, inclusive aliados que tem jurado fidelidade de pés junto.
Walter Alves e o seu MDB quer assumir o comando do governo no início de 2025. É uma forma de retomar o poder ainda que temporariamente mais que pode se tornar algo maior com as eleições de governo.
Eleger o maior número de deputados na Assembleia e Câmara federal seria um dos primeiros objetivos de Walter, incluindo a sua eleição também. O acordo passaria pelo apoio inicial do comando da Assembleia legislativa em 2027. Walter não tem ambições de uma eleição majoritária, sabe de suas condições. Afastar-se da família, saindo de Natal, não passa pela cabeça do vice governador.
Um segundo ponto que entraria na discussão é o MDB indicar mais uma vez o vice governador em uma composição majoritária.
São três pontos importantes e que dificilmente o PT e a governadora Fátima Bezerra muito dificilmente aceitaria.
Um acordo como dessa importância significa sacrificar parte da militância e a asfixia do PT em um ano tão importante, ano de eleições, porém, a governadora sabe que precisa do MDB, maior partido de apoio da base governista.
O recado foi dado. Para Fátima, lhes resta poucas alternativas as propostas de Walter Alves e o seu MDB.. Partir para o embate SÓ, como em uma ação suicida, ou, aliar-se a oposição, antecipando uma provável decisão do MDB e essa oposição seria no exato momento o prefeito de Mossoró que por enquanto ainda está no União Brasil de José Agripino.
As propostas estão na mesa, os caminhos logo à frente. Falta os atores sentarem na mesa e negociarem, se é que já não fizeram, no entanto, tudo tem tempo para decisão.
Aguardemos!
*Marcel de Lima é jornalista e publicitário. Apresentador e comentarista na Rádio Difusora, editor do Blog Marcel de Lima e sócio/diretor da agência IDEAL Publicidade.