OESTE

Rússia pede a libertação de Maduro pelos Estados Unidos

Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Governo Putim pede que EUA reveja posição após confirmação de que o presidente venezuelano foi levado para fora do país

Por redação

A Rússia emitiu um alerta neste sábado (3) pedindo que os Estados Unidos libertem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, segundo comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores russo.

O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou: “Diante dos relatos confirmados de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa estão nos Estados Unidos, instamos veementemente a liderança americana a reconsiderar sua posição e libertar o presidente legalmente eleito de um país soberano e sua esposa”.

A manifestação russa ocorre em meio à repercussão internacional da confirmação feita por Donald Trump sobre a captura do presidente venezuelano, o que elevou a tensão diplomática entre Washington, Caracas e aliados do governo Maduro.

Entenda o caso

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado ao lado de sua esposa na madrugada deste sábado 3, por autoridades dos Estados Unidos e divulgada pela imprensa americana. Segundo a CBS News, a ação foi executada por equipes da Delta Force, tropa de elite do Exército dos EUA, durante uma operação realizada no território venezuelano, confirmada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em publicação em uma rede social.

De acordo com a emissora, que cita um oficial do Exército norte-americano, a Delta Force foi responsável pela detenção de Maduro.

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Acusações e processo judicial

Também neste sábado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou uma nova acusação contra Maduro, além de sua esposa e de seu filho. Segundo o órgão, o presidente venezuelano e seus aliados transformaram as instituições do país em um foco de corrupção alimentada pelo narcotráfico para benefício próprio.

Nicolás Maduro, em um centro de detenção, em Nova York, EUA

A acusação afirma que esse esquema “enriquece os bolsos de autoridades venezuelanas e suas famílias, ao mesmo tempo que beneficia narcoterroristas violentos que operam impunemente em solo venezuelano e que ajudam a produzir, proteger e transportar toneladas de cocaína para os Estados Unidos”.

Desde 2020, Maduro responde a processos nos EUA por narcoterrorismo, suspeitas envolvendo importar cocaína e crimes relacionados. Investigações americanas apontam uma conspiração de décadas, na qual o líder venezuelano e assessores de alto escalão teriam oferecido proteção política e militar a grupos narcoterroristas.

À época dos primeiros indiciamentos, promotores afirmaram que o tráfico de drogas era utilizado como ferramenta estratégica contra os interesses dos Estados Unidos.

A procuradora-geral Pam Bondi declarou que Maduro enfrentará a Justiça americana. Com a chegada ao país, ele deve ser submetido ao sistema judicial para responder aos mandados de prisão pendentes. O governo dos EUA oferecia uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à sua captura, valor atualizado em agosto de 2025.

Enquanto o julgamento é preparado, a situação política na Venezuela segue incerta. O governo decretou emergência nacional, e a oposição monitora uma possível transição de poder.

*Com informações do G1/CNN

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