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OPINIÃO: Fátima quer “afundar” o PT do RN

Fátima foi eleita governadora nas eleições de 2018 e reeleita em 2022 – Foto: Reprodução/Internet

“O PT poderá não eleger nenhum nome nos cargos mais importantes nas eleições desse ano”

Por Marcel de Lima*

Após protagonizar um dos maiores vexames de um líder do executivo estadual, sendo “obrigada” a permanecer no cargo até o final do mandato, a líder do PT no estado do Rio Grande do Norte também deseja promover mais uma humilhação ao seu partido nas disputas eleitorais de outubro próximo. Em se confirmando os planos de Fátima Bezerra, governadora do estado do Rio Grande do Norte, além de promover humilhação ao partido, ela também ajudará a implodir o PT no estado.

Sem eleição em mandados importantes,  sem legado político-eleitoral e sem fazer a sucessão.

As “escolhas” de Fátima para as eleições de 2026 são as mais confusas e desastrosas que um líder político poderia tomar em um momento tão importante, aproximando-se as eleições estaduais. É pura insistência em algo que só ela crer sem nunca ter visto.

A indicação de Carlos Eduardo Xavier, o cobrador de impostos. Cadu, como é mais conhecido o pré-candidato escolhido por Fátima para disputar o governo estadual, é o atual secretário de tributação. Nome estritamente técnico, sem dons políticos e tão pouco interesse para um projeto tão ousado, um nome que não decola.

Para piorar um cenário que já parecia difícil para o seu candidato, Fátima indica a escolha de mais um nome pouco conhecido no estado e de pequena relevância política, a ex-prefeita da cidade de Jandaira, pequeno município da região central do estado de pouco mais de 6.700 habitantes, Marina Marinho.

Marina pediu exoneração da secretária de turismo estadual recentemente para atender ao chamado de Fátima. A governadora quer que a ex-secretária seja companheira de “Cadu” nessa empreitada nada fácil, disputar o governo do estado.

O que passa na cabeça da maior liderança do PT no estado do Rio Grande do Norte. Implodir o próprio partido, levando o PT de volta a sua insignificância de outros tempos?

O que não dá pra imaginar, para a maioria dos eleitores do Partido é, como um partido que já administra um estado por mais de sete anos e que havia poucos dias discutia-se reais condições de eleger um sucessor na chefia do executivo e mais um nome para o Senado federal se vê numa situação tão constrangedora. O PT poderá não eleger nenhuma das vagas majoritárias nas eleições desse ano.

Com o rompimento político com o vice governador Walter Alves(MDB) e a ameaça de perder o controle e toda a estrutura do estado, a governadora Fátima se viu “obrigada” a permanecer no cargo, tirando a possibilidade real de uma eleição para o Senado federal.

Após essa mudança de rumo e as dificuldades de reorganisar parcerias políticas, o PT tentará se apegar a tudo que for possível para garantir a eleição ou reeleição de alguns nomes para a Câmara federal e Assembleia legislativa, perdendo grande oportunidade de sequenciar o legado na administração estadual. O PT lutou por 38 anos até chegar a comandar pela primeira vez o executivo estadual. Após esse vexame, não se sabe se ainda terá outra oportunidade.

 

*Marcel de Lima é jornalista e publicitário. Colaborador deste portal, dir. da agência ID Publicidade. É também apresentador e comentarista na Rádio Difusora. Já atuou em vários veículos de comunicação como Nossa TV, Rádio 98 e TV Cidade Oeste.

 

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